Onde estão os seus clientes?

Hoje, enquanto tomava tranquilamente meu café da manhã, recebi uma mensagem de uma cliente, que exatamente desta forma, me perguntou: “ Onde estão meus clienteeees?”

Sim, pela quantidade de E’s na palavra, desconfiei que tranquila ela provavelmente não estava.

Respondi então: Me encontre às 14h no escritório.

 Assim que ela chegou, comecei nossa sessão com o objetivo de responder à pergunta que ele havia me feito pela manhã.  Perguntei então:

– Quem são os seus clientes?

Ela sabia que eram. Sabia se eram do sexo masculino ou feminino, sabia a média de idade, a classe social que estavam e que lugares frequentavam.

Então, continuei:

– Quais foram as últimas vezes em que você esteve nos lugares em que seus clientes estão?

Esta pergunta ela não sabia me responder, mas claramente, ela não estava nos mesmos lugares que estavam seus clientes.

– Você está esperando seus clientes baterem na sua porta? – Perguntei com tom mais sério, desta vez.

– Não, mas não gosto de sair de casa. Não tenho amigos. Principalmente neste meio social – Ela me respondeu.

Antes de continuar, gostaria de fazer uma observação: Esta cliente trabalha muito, mais de doze horas por dia na gestão de sua empresa. Falta de esforço e trabalho, não era, mas sua educação foi baseada na ideia de que quanto mais você trabalha, mais sucesso vai ter.

Se isso fosse mesmo uma verdade, ela e a maioria das minhas clientes, deveriam estar bilionárias.

Até então, o ponto de foco do seu trabalho estava no ESFORÇO e não no RESULTADO.

Ela se sentia como um rato preso em uma gaiola, correndo em sua roda, mas sem sair do lugar, porque os clientes não apareciam.

Quanto mais ela trabalhava, menos tempo ela tinha para construir uma vida social equilibrada e principalmente, estar onde seus clientes estavam.

Saber se relacionar com pessoas, fazer novas amizades, permitir que amigos saibam o que você faz e se posicionar para ser lembrada, isso sim poderá trazer grandes resultados.

Em um evento de Marketing Digital, escutei da Diretora de Marketing Digital da Nike, Camila Maranezzi, que de nada adianta você formar uma campanha que esteja com um público perfeitamente segmentado, com uma copy (chamada de atração do seu anúncio) que descreve exatamente a dor do seu cliente, se você não está na rua falando diretamente com ele e entendendo realmente como ele pensa e o que precisa.

 Talvez você ainda não tenha grandes contatos no meio em que precisa estar, mas acredite: não será fechada em sua casa que você fará amigos.

Seus clientes estão onde sempre estiveram. Então, se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai à Maomé.

Bora?

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